Benny Briolly é forçada a sair do Brasil após ameaças

Benny Briolly, a primeira mulher trans a atuar como vereadora em Niterói, Rio de Janeiro, foi forçada a “fugir temporariamente do Brasil devido às ameaças de morte que recebeu”. Em um comunicado compartilhado no Twitter, o escritório de Briolly confirmou que, desde sua eleição em 2020, ela recebeu ameaças contínuas de morte.

Alguns deles se referiam a Ronnie Lessa, que foi preso em 2019 por conexão com o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco.

Os defensores dos direitos humanos se solidarizaram com Briolly e denunciaram os ataques contra ela, pedindo ao governo brasileiro que lhe forneça proteção.

“É urgente promover mecanismos de enfrentamento dessa violência, engajar autoridades competentes para investigar ameaças e identificar agressores, melhorar políticas nos níveis nacional, estadual e municipal de proteção aos defensores dos direitos humanos e (exigir) que o governo brasileiro adere às recomendações já promulgadas por organismos internacionais como as Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, lê-se no comunicado.

Pelo menos 48 vereadores LGBTQ+ foram eleitos em 2020. Desde então, no entanto, outros três agentes trans em São Paulo foram alvo de ameaças violentas.

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