Jogadora da seleção faz comentário homofóbico sobre Paulo Gustavo; “foi pro inferno” afirma ela

Chú Santos, atacante do Palmeiras e da seleção brasileira, tem sido duramente criticada por torcedores e jogadoras após fazer um comentário preconceituoso sobre o humorista Paulo Gustavo, que morreu na terça-feira (4) vítima da Covid-19. Em um comentário no Facebook, Chú afirmou que o humorista “foi para o inferno”.

O comentário foi feito em uma publicação de outra pessoa, que falava sobre as diferenças entre o vereador evangélico Irmão Lazaro (PL) e Paulo Gustavo, homossexual e umbandista. Ambos foram vítimas da Covid-19.
A intolerância gerou revolta entre os torcedores e algumas jogadoras da seleção e de outros clubes brasileiros. Marta foi uma das primeiras a se posicionar. 

A Lei Federal nº 7.716 (1989, editada em 1997) prevê pena de reclusão de dois a cinco anos a quem cometer “crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Já o Superior Tribunal Federal (STF), em decisão de 2019, permitiu enquadrar como crime o ato de “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” com base em homofobia. Não há, no entanto, uma lei sobre o tema.

Semana passada a pastora evangélica Ana Paula Valadão foi condenada a pagar uma indenização a comunidade LGBT por culpar os Gays pela AIDS, durante um culto transmitido ao vivo para a TV Super e Rádio Super.

Na ocasião os advogados da pastora e cantora Ana Paula Valadão argumentaram como “liberdade religiososa”.

Para o MPF, não há “guarida na liberdade religiosa, pois extrapolou os limites constitucionais e ofendeu direitos de grupo de pessoas vulneráveis.

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